Na plateia ou nos palcos: qual a postura de comunicadores em relação a mídia?

bom senso

A população é bombardeada diariamente com diversas formas de propagandas e publicidade. Sem limites, muitas vezes as empresas abusam da comunicação. Até onde isso pode ajudar ou atrapalhar a comunicação empresarial? Ficamos na plateia ou buscamos a diferença?

Pausa para reflexão:

Será que comunicadores utilizam o bom senso na hora de comunicar?

Muitas empresas não poupam campanhas para alavancar suas marcas e ter milhares de fãs nas mídias sociais.

Promoções, enquetes, campanhas das mais variadas causas estão evidência a todo instante, a cada clique, cada “retuitar” e a cada “curtir”.

Entretanto, muito conteúdo dessa comunicação está superficial, tem como objetivo divertir os consumidores, ou como se prefere chamar, os fãs da marca.

As mensagens aparecem com conteúdos sem interação com a identidade da empresa, se tornam vazias e perdem-se dentre outras milhares de comunicações.

Devido às variadas crises econômicas dos países e ao consumismo desenfreado e insustentável é visível que vivemos o capitalismo selvagem em sua totalidade. E acredito que ao olharmos profundamente estamos também vivendo a era da “comunicação selvagem”, sem sentido e sem propósito.

As organizações apenas comunicam pelo fato de que na sociedade conectada e em rede, denominada por Castells, o que importa é comunicar, estar em evidência, principalmente se esta evidência traz qualquer tipo de visibilidade à marca.

Um exemplo são as comunicações mercadológicas, as campanhas publicitárias de uma marca.

Atualmente, muitos produtos têm duas ou mais campanhas diferentes vinculadas ao mesmo tempo.

Muitas vezes existe uma comunicação para a televisão, outra para o jornal e outra para o Facebook e o Twitter. Todas essas mensagens são diferentes no conteúdo e trazem valores diferentes de um mesmo produto.

Alguns anos atrás as comunicações (lembram-se das famosas campanhas da Coca-Cola?) duravam meses, às vezes um ano ou mais, havia apenas uma campanha que deixava claro a essência da marca, o atributo de seus produtos e os valores relacionados a eles.

É possível ver que nos últimos anos, a comunicação mercadológica de muitas empresas enfoca em diversos aspectos, menos na marca-produto.

É neste ponto que entra o bom senso do comunicador.

A concorrência acirrada pela entrada de muitas e novas empresas no mercado e o desejo por conquistar cada vez mais consumidores fez com que as comunicações de marca se perdessem na qualidade de representar os atributos físicos e emocionais de um determinado produto.

É fato que as marcas precisam comunicar, faz parte da alma humana e da alma das organizações, mas será que não é necessário comunicar conteúdos mais relevantes e que remetam a essência da marca e não sua capacidade de ser divertida ou “curtida” nas mídias sociais?

Se a marca é um símbolo de diferenciação entre produtos, serviços e organizações, a comunicação mercadológica atual não consegue diferenciar produtos apenas mantém uma habilidade em diferenciar anedotas sobre os mesmos.

 

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