Estou em um conflito profissional! E agora?

Você já pensou como o processo de comunicação pode influenciar as crises pessoais e profissionais?

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Um dos grandes apresentadores da televisão brasileira, nos anos 80, dizia: “Quem não se comunica, se trumbica”.  Mas será que isso é verdade? Todas as vezes que nos comunicamos estamos alcançando nossos objetivos, ou apenas repassando uma mensagem que ninguém entende?

Nem sempre o simples fato de se comunicar leva a um bom resultado.  Sabe por quê? A comunicação tem quatro forças básicas: atração, engajamento, retenção e repulsa.

A verdade é que ao se comunicar nós queremos sempre atrair as pessoas para nosso ponto vista, nossa opinião, engajá-las em fazer as atitudes que acreditamos ser as melhores e mantê-las do nosso lado sempre, mas o que acontece muitas vezes é que a nossa comunicação gera muito mais repulsa e afastamento do que aproximação.

O tom de voz que você utiliza, a escolha das palavras, o local para se comunicar, o objetivo da mensagem tudo isso influencia tanto positivamente (quando você sabe usar), quanto negativamente (quando você não tem claro qual é seu objetivo).

A comunicação pode mudar tudo

Certa vez, uma amiga me contou, que as pessoas a achavam muito grossa. Ela tinha um tom de voz bem mais grave e rouco o que, realmente, dava a impressão que ela podia estar gritando e sendo grosseira. Quando ela percebeu isso, começou a colocar a palavra “Anjo” para chamar as pessoas. Por exemplo: “Anjo, por favor me empresta a caneta”. Pode parecer simples, mas esta pequena mudança, essa forma mais carinhosa de chamar seus colegas de trabalho fez com que eles tivessem um outra visão sobre ela, e assim, conseguiu ser mais respeitada e gerar menos conflitos profissionais.

Sim, realmente, estamos na “Era da Comunicação e da Informação”, todos nós queremos e precisamos nos comunicar constantemente, mas o excesso de comunicação pode nos prejudicar porque não paramos para pensar no que está sendo comunicado apenas que precisamos responder aos estímulos externos.

Quando o conflito surge

Todos os dias temos muitos desafios profissionais, e muitos deles estão ligados à conflitos dentro do ambiente de trabalho. Muitos desses conflitos surgem porque os profissionais não utilizam a comunicação de uma forma coerente.

Você sabia que podemos gerar muitos conflitos quando temos a necessidade imensa de falar, mas as pessoas que estão recebendo a mensagem, não estão interessadas no que estamos falando?

E por que, as pessoas não se interessam pelo que falamos? Porque elas não criam um vínculo com a nossa necessidade, e elas não criam um vínculo porque não soubemos expressar o que realmente estamos desejando. Queremos falar, mas na verdade, não sabemos o que falar.

Como sair dessa situação?

Bom, temos dois caminhos a seguir e a investir para nos comunicarmos melhor:

  1. O autoconhecimento: que é nossa capacidade de percepção interna, de entender nossos acertos e nossas falhas.
  2. Conhecer muito bem quem vai receber nossas mensagens: construir a comunicação por meio da empatia, do olhar o outro pelo olhar do outro

As mais variadas técnicas de autoconhecimento nos ajudam a entender o que no momento nos parece obscuro e não tem solução. A solução, deve ser buscada primeiro em nós, depois na relação com o outro.

Depois que conseguimos nos entender, teremos muito mais capacidade para entender o outro e as suas necessidades não explícitas. E a partir deste momento, a sua comunicação interpessoal pode mudar e mudar para a melhor.

Quando sua comunicação muda, você perceberá que está não está mais dentro de conflitos, não está gerando conflitos ou fugindo deles, a sua percepção em relação ao ambiente profissional se expande.

Uma dica para hoje: comece a olhar mais para quem você se comunica, escute mais, bem mais, antes de falar alguma coisa!

Boa semana e boa leitura 😊

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O que a demissão ensinou para Lucy

Você já enfrentou este desafio? O que uma demissão pode nos ensinar?

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Lucy é uma profissional da área de contabilidade, desde pequena gostava de números, contas e cálculos. Os familiares de Lucy já imaginavam o que ela poderia ser quando crescesse. E foi o que realmente aconteceu.

Ela começou a sua carreira profissional muito cedo. Aos 17 anos já começou a trabalhar como auxiliar de contabilidade, pois durante o ensino médio fez um curso técnico na área.

Quando teve mais condições financeiras, ingressou em uma faculdade para cursar o tão desejado curso superior em Contabilidade.

Sua habilidade com os números fazia dela uma excelente profissional técnica, com grande conhecimento específico.

Está seguindo esta carreira há 15 anos, mudou poucas vezes de empresa, mas para alcançar cargos e salários melhores, nunca havia sido demitida. Planejava sua carreira, fazia cursos dentro da área, fez duas pós-graduações voltadas para área de contabilidade e falava fluentemente inglês e espanhol.

A demissão

Infelizmente, aconteceu o pior, ela foi demitida. Lucy, uma profissional muito competente que nunca havia perdido um emprego, estava diante da pior situação: a demissão.

Ela ficou desesperada. Não acreditava no que estava acontecendo. Não entendia o porquê isso aconteceu com ela. Passou um mês trancada em casa, chorando, se lastimando, sem saber o que fazer para onde ir.

Estava completamente perdida, por mais que buscasse, não encontrava as respostas.

O conselho

Até que um dia, seu grande amigo, João, vendo sua triste situação, não estava mais reconhecendo aquela excelente profissional e resolveu fazer uma pergunta:

– Lucy, isso foi a pior coisa que poderia ter acontecido com você?

– Sim! Nunca imaginei que poderia ter sido demitida. Sempre fiz um ótimo trabalho, tenho muito conhecimento sobre contabilidade, tenho anos de experiência. Isso nunca deveria acontecer com profissional assim – disse Lucy.

– Então, Lucy, o mercado de trabalho mudou. E mudou muito nos últimos anos. E vejo que você ficou centrada apenas em aprender cada vez mais sobre contabilidade.

– Esse é meu objetivo, ser uma excelente profissional! – disse Lucy indignada.

João ainda questionou: Mas será que esse objetivo estava alinhado com as expectativas da empresa? Por que você não procura seu ex-chefe para conversar e entender o motivo da demissão?

Lucy estava relutante com a ideia de seu amigo João, mas aquela conversa a deixou pensativa, e mais pensativa. Até que tomou uma decisão: resolveu procurar seu ex-chefe para receber um feedback.

O aprendizado

Lucy marcou de conversar com ele em um café, fora da empresa, por mais medo que tivesse, a sua curiosidade em saber o motivo da demissão era maior.

– Tiago – disse Lucy – sempre fui uma ótima e competente profissional, então, por que fui demitida?

– Lucy, quando a demiti, você nem me deu chance de conversar e explicar o porquê de tudo. É verdade que a empresa está em dificuldades, cortando custos, estamos em um momento de crise, mas o motivo para eu escolher entre você e a outra profissional foi sua habilidade de comunicação interpessoal. Você sempre foi muito fechada, em alguns momentos parecia um robô trabalhando, todos os projetos que você apresentou na empresa não foram aprovados. Sabe por quê? O alto escalão nunca gostou das suas apresentações, chegaram a me dizer que você parecia não ter gosto pelo trabalho. Você ficava distante dos colegas, em alguns momentos parecia até arrogante.

– Mas como, Tiago? Sempre apresentei os melhores resultados, você sabe bem disso!

– Sim, mas faltava aquela vontade de fazer as coisas acontecerem, isso, infelizmente, você nunca demonstrou.

Lucy encerrou a conversa. Foi para a casa muito decepcionada, não esperava escutar isso, sempre acreditou que a demissão foi por alguma falha no quesito técnico e nunca por uma questão comportamental.

A mudança

Decidiu procurar seu amigo e mentor João para entender o que precisar melhorar. Depois de longas conversas, Lucy entendeu que a demissão não era o fim, mas sim uma possibilidade que se abria a sua frente. Era apenas um passo a seguir em frente e superar os obstáculos.

Como já era uma profissional com amplo conhecimento técnico, procurou estudar e fazer cursos para melhorar sua capacidade de comunicação e interação com as pessoas. E isso lhe abriu várias portas.

Percebendo o seu esforço em se capacitar, seu ex-chefe Tiago a indicou para uma vaga em outra empresa. Na qual ela está até hoje, superando os desafios e melhorando a cada dia.

A história de Lucy é um relato de como nós precisamos de um desafio, um empurrão, às vezes nada agradável, para sermos melhores profissionais.

Se você quer saber como Lucy se aprimorou, acesse aqui!

Boa leitura! Até a próxima!

Bom dia, Sr. Fulano: as síndromes que podem acabar com sua equipe

As empresas estão se transformando, processos estão mudando, mas infelizmente algumas pessoas continuam as mesmas.

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Lembra daquela antiga campanha de um banco (que não existe mais, por sinal):

“O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa”

Infelizmente, a época da poupança Bamerindus não existe mais, hoje o tempo passa, o tempo voa e a gente precisa se adaptar rapidamente.

A poupança acabou e o banco faliu

Entretanto, muitas vezes não vimos essas transformações acontecerem. Alguns chefes, diretores, profissionais em cargos executivos pensam exatamente como a poupança do banco citado: “O tempo passa e vou continuar numa boa”.

Em algumas equipes, empresas eles são chamados de líderes, heads etc, mas não estão nem perto de serem líderes que realmente trabalham para melhorar a cultura da empresa.

Eles são pessoas que personificam a ideia de chefes que sempre conhecemos: são mandões, ranzinzas, mal-humorados, egoístas e só querem que você obedeça, cegamente, às suas ordens, muitas vezes ordens sem propósito.

Mesmo com tantas mudanças sociais e econômicas em que vivemos, eles decidem por continuar do mesmo jeito

O que acontece quando se chega ao poder?

Por que ao chegar ao poder, eles incorporam a mentalidade restrita de quem manda sou eu? Até em empresas, institutos e associações que são considerados inovadores, existem esses chefes que se sentem o Sr. Fulano de tal.

Estar no poder é sedutor, e podemos comprovar isso vendo a crise política brasileira (sem defender nenhum partido ou candidato).

Eu tenho a impressão que estar no poder para alguns profissionais é ter capacidade apenas de mandar, sem pensar nas consequências.

Manuel Castells diz que o processo fundamental da sociedade atual é definido por relações de poder e que este pode ser exercido pela força ou pela construção de significado.

Se é possível construir significado quando se chega ao poder, por que alguns profissionais e chefes escolhem exercer o poder pela força ou coerção?

Resposta: porque eles sofrem dessas síndromes.

Segue uma lista de 4 Síndromes que podem prejudicar a eficácia de sua equipe

  •  Síndrome de “Sou o Marck Zuckerberg”

Em entidades consideradas inovadoras, muitos vêm com a síndrome de Marck Zuckerberg, ou seja, querem ser e se consideram como se fossem o fundador da maior rede social criada, o Facebook.

Aquela visão de somos estrelas e por este motivo chegaremos rápido ao destino almejado.

Mas a vida real não é tão fácil, você precisa passar por estágios, aprender e reaprender constantemente e nunca se cansar de começar de novo.

E por que algumas pessoas que chegam em cargos de chefia acreditam que não precisam mais aprender, acreditam que nunca estão errados, que não precisam consertar os erros e os processos?

O despreparo que prejudica uma equipe é esse ranço de se achar o máximo, acreditar que tudo pode só porque está num cargo executivo.

  •  Síndrome da Montanha Russa

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Sabe aquela equipe bacana, mas que fica perdida com chefes ou colegas montanha russa?

Aquelas pessoas que não sabem o que querem, mudam toda hora o caminho, não tem um planejamento, não tem uma direção, ficam perdidos e deixam todos, a sua volta, perdidos também.

Eles querem estar tão certos o tempo todo que não param para corrigir os erros e alterar rotas que não estão levando a lugar algum.

Surge a sensação da montanha russa, ou seja, você não tem ideia de como será a próxima curva.

O trabalho pode nos oferecer felicidade, sim. Podemos estar com pessoas a nossa volta que nos fazem crescer e nos fazem bem.

Mas já pensou que tem muitas equipes em que a felicidade é algo obrigatório?

É isso mesmo. Em muitas organizações todos precisam estar felizes a todo momento. Tudo sempre acaba em felicidade até em momentos ruins. Se você tirar o sorriso do rosto, parece que cometeu um sacrilégio.

A felicidade é algo muito bom e ajuda a motivar as pessoas, mas essa sensação, sentimento ou energia, não pode e nem deve ser obrigatório, deve ser resultado das conquistas e é importante que se respeite o momento de cada um.

Não acordamos felizes todos os dias, uns podem estar alegres outros podem estar chateados ou preocupados e trabalhar em equipe é poder conviver com sentimentos que não são o mesmo que o seu.

  • Síndrome do Somos Uma Família

Equipe unida, se mantem unida. Certo? Será?

Vamos para pensar, nosso trabalho não é nossa família. Nossa família (pais, mães, esposos, esposas, irmãos, irmãs, primos, primas, até amigos e amigas) são a nossa fortaleza, é com eles que podemos desabafar, contar em momentos difíceis, nos divertir e nos distrair, ter seu apoio e carinho.

Agora me diz, uma organização é para ter esse objetivo? Podemos encontrar amigos com certeza, mas o objetivo de uma empresa ou organização é atingir resultados e se eles não estiverem satisfeitos com os seus, com certeza não vão pensar duas vezes em tirar você da “família”.

Só que da família ninguém te tira, você não é selecionado ou não selecionado por resultados, por números apresentados (pode até ser que algumas famílias sejam assim, mas não são a maioria).

Algumas empresas pregam que equipes unidas precisam fazer tudo junto, até nas horas de lazer precisam estar juntas, mas isso pode ser desgastante também.

Em qualquer relacionamento é preciso um espaço para respirar, para ter seu momento, para encontrar outras pessoas.

Esse tipo de síndrome me dá a impressão de que eu “como chefe”, preciso fazer com que todo mundo fique junto e não se desgrude para que ninguém perceba que existe um mundo lá fora, cheio de outras possibilidades e muitas vezes possibilidades melhores.

Para finalizar e pensar

Apresentado as síndromes, posso dizer que isso não é raro de se encontrar e acontece em várias empresas e organizações e com diferentes gerações.

A geração mais nova, os millennials, também sofrem com essas síndromes, eles estão entrando no mercado de trabalho, muitos já se tornaram chefes, mas tem pouca experiência para transformar culturas organizacionais e aprimorá-las.

Empresas jovens também podem ter esses problemas, as startups, criadas numa cultura de inovação, podem ter equipes com essas síndromes. Isso não são síndromes apenas de empresas velhas e hierárquicas.

As síndromes não são os processos.

As síndromes são resultados do que as pessoas pensam e como elas agem fazendo a cultura de uma empresa ou organização.

Boa leitura e boa semana 🙂

 

Você já ouviu falar em burrice emocional?

Não? Então, preste atenção nesta história. O mundo corporativo nos exige saber muito mais sobre o conceito de inteligência emocional, do excelente professor Daniel Goleman, mas precisamos aprender mais sobre a burrice emocional.

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Podemos resumir o conceito de inteligência emocional, em como, entender nossas emoções e saber como controlá-las, principalmente no ambiente profissional.

Então se formos inteligentes alcançaremos o tão almejado sucesso. Certo? Infelizmente, muitas vezes o que aprendemos na teoria, não pode ser aplicado na prática, ou até mesmo não faz sentido para nossas vidas.

Vou contar uma história para vocês

Uma jovem profissional recém-formada em administração tinha conseguido um emprego em uma empresa de exportação.

Era a tão sonhada vaga, o salário era bom, tinha possibilidade de crescimento, tinha status social. Desde a faculdade, ela sonhou com este emprego e conseguiu alcançar este sonho, com muita dedicação e estudo.

Depois de 5 meses trabalhando nesta empresa, as coisas começaram a não dar certo, sua produtividade caiu, seu relacionamento com colegas estava péssimo.

Ela estava desmotivada, sem ânimo para levantar na segunda-feira e começar a semana. Ela não via a hora de chegar às 18h para ir embora, era seu momento de alívio.

Como que o sonho de uma pessoa pode se transformar em um pesadelo?

Por que esta jovem profissional não estava feliz?

Porque ela aprendeu que nos ambientes corporativos, devemos controlar nossas emoções, não devemos transparecer raiva, indignação, inquietação, precisamos manter a postura de robôs, sem sentimentos.

Devemos seguir no ambiente profissional, sem sofrimento, sem dor, mesmo que tudo o que está acontecendo a nossa volta, nos machuque, nos deixe sem motivação.

O que aconteceu?

Em uma reunião, ela disse a um colega que não havia gostado da forma como ele tinha abordado a questão, pois tinha se sentido constrangida. Depois da reunião, o seu chefe direto disse que ela não tinha inteligência emocional, pois não deveria transparecer a sua indignação e muito menos falar que não gostou de algo.

Depois, desse “feedback”, a jovem profissional, sem muita experiência, preferiu se calar, preferiu se afastar e não demonstrar mais suas emoções.

Mas para ela o pior aconteceu. Foi demitida?? Não.

As suas emoções ficaram suprimidas e apenas correndo no seu coração e contaminando seus pensamentos. Ela se considerava uma péssima profissional, por sentir raiva, por não gostar de algo que estava acontecendo.

Ela começou a acreditar que só seria uma excelente profissional se fosse feliz, se estivesse alegre o tempo todo, mas ela não conseguia ficar alegre porque muitas coisas erradas e ruins estavam acontecendo ao seu redor.

O que essa situação trouxe para a jovem?

Esta jovem profissional desenvolveu um quadro depressivo, pois seus sentimentos estavam confusos e ela perdeu o senso de realidade.

E isso acontece com muitos profissionais, jovens ou não, que não conseguem identificar seus sentimentos e expor de uma forma produtiva e que leve ao crescimento profissional.

É o que eu chamo de burrice emocional, mas isso não acontece, muitas vezes, por escolha da pessoa, mas muito pelo ambiente onde ela está vivendo e compartilhando suas atitudes.

Para o psicanalista, Kelly Bryson:

Esse valor de revelar os sentimentos e as necessidades de forma honesta e aberta é vital para manter a energia do grupo e para reagir de forma que permita seus membros se conhecerem, saberem onde se mantêm em relação aos outros e para o crescimento espiritual/psicológico

E o que podemos fazer?

A burrice emocional seria o paralelo a inteligência emocional, se não somos inteligentes, somos burros, neste caso somos burros, por não compartilhar nossos sentimentos de forma aberta e honesta.

Percebemos que muitas empresas e profissionais sempre escondem seus reais sentimentos e necessidades, mas ao esconder não fazemos bem a ninguém. O que, apenas, estamos fazendo é não ajudar o outro a evoluir e nos conhecer melhor.

Precisamos cada vez mais agir e refletir em como podemos ajudar o outro, quando expressamos nossas necessidades e quais sentimentos estão embutidos nessas necessidades.

Para Susan David, “Não suprimir as emoções significa aprender sobre si mesmo”.

Ela tem toda razão, mas do que controlar nossos sentimentos, devemos aprender com eles como podemos evoluir e evoluir o ambiente em que convivemos.

Boa semana 😊

Abraços,

O método do Google para organizar seus projetos e porquê ele funciona

Você já parou para pensar que tudo na sua vida são projetos?

gestão de projetos

Sim, no começo do ano, nós brasileiros, somos especialistas em fazer promessas para os projetos do próximo ano.

Os projetos podem ser para a vida pessoal: casar, ter filhos, comprar uma casa, viajar ou para a vida profissional: conseguir um emprego, trocar de emprego, abrir o próprio negócio, começar o mestrado e por aí vai.

Infelizmente, muitas dessas promessas se perdem ao longo do caminho porque esquecemos o que prometemos, ou mudamos de objetivo durante o processo.

Então, por que ainda continuamos a fazer essas promessas?

Porque a forma como nosso cérebro pensa é em “caixinhas”, onde colocamos as informações e os esforços necessários.

Essas caixinhas são os projetos que escolhemos nos dedicar ao longo do ano, ao até mesmo da vida toda.

Ao separar cada caixinha conseguimos visualizar melhor sobre os objetivos e resultados que queremos alcançar.

Segundo o Project Management Institute, a definição de projetos é:

“Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo”

O que é OKR

Em 2017, fiz uma imersão muito grande no mundo digital e das startups e por isso conheci o método OKR.

O método OKR (Objective and Key Result) serve para definir objetivos e resultados-chave de uma empresa ou startup.

É um método útil e simples, se tornou popular quando foi sugerido para o Google, quando esta empresa tinha menos de um ano de vida.

Fiquei receosa ao ver uma abordagem tão simples dentro de uma empresa com o porte do Google. Mas resolvi testar, não iria me custar nada mesmo, apenas o esforço de aprender algo novo.

Como funciona?

Para usar o OKR na empresa como um todo, é preciso que todos os funcionários estejam engajados em participar e preencham as informações, em uma tabela de Excel, simples.

Essas informações são 5 objetivos principais e 4 resultados chaves para atingir cada objetivo.

Portanto, se seu objetivo é aumentar o número de clientes, é importante descrever 4 resultados (ou ações) que mostraram que você está chegando próximo de este objetivo.

Além da parte, qualitativa e descrita, é importante mensurar o quanto você já conseguiu desses resultados.

Vamos entender melhor

 Imagine que você tem uma empresa, um comércio, uma loja de produtos eletrônicos e queira aumentar as visitas no site, porque dentro de alguns meses irá abrir um e-commerce desses produtos.

Seu objetivo (dentre os outros 4 objetivos) é aumentar a visibilidade e interação dos clientes com o site.

Seus resultados chaves podem ser:

a) Alcançar 200 visitantes por dia
b) Alcançar 50 visualizações do blog por dia
c) Postar 1 artigo sobre eletrônicos por semana
d) Postar 1 vídeo a cada 15 dias no Youtube

Para cada um dos resultados é importante registrar o progresso, o quanto do seu esforço está sendo direcionado para cada objetivo.

Por exemplo, se você já alcançou 100 visualizações no seu site por dia, você atingiu 50% desse resultado chave.

O OKR é como uma bússola que te direciona no andamento das ações.

E também te ajuda a entender o quanto os projetos estão sendo importantes para sua vida e para a empresa.

Por que o OKR funciona?

Esta ferramenta simples e prática tem muitas vantagens:

1.      Não é imutável, seu prazo tem duração de 3 meses.
2.      Você pode utilizar para qualquer área da sua vida pessoal e profissional.
3.      Cada colaborador pode participar e assim se sentir mais engajado com os projetos
4.      É acessível a todos

 

Quer aprender mais? Acesse: https://endeavor.org.br/gestao-metas-metodologia-okr/

Nós também ajudamos as pessoas a implementar o OKR para melhorar sua comunicação interpessoal, com o Workshop Estratégias de Comunicação Interpessoal.

Inscreva-se para a turma de 3 de março.

Até a próxima 😊

Como está sua criatividade? 5 Sinais que você está precisando ser mais criativo

96% dos executivos consideram a criatividade essencial para a empresas, mas apenas 23% conseguem aplicá-la com êxito.

pessoas criativas

A criatividade é uma habilidade muito desejada pelos recrutadores e pelas empresas, entretanto, segundo um estudo da AfferoLab, a criatividade é uma das competências mais raras entre os profissionais brasileiros.

Essa competência é pouco encontrada porque a maioria dos profissionais ainda acredita em paradigmas sobre ser criativo e como usar a criatividade.

Acreditar que para ser criativo basta ter uma ideia espontaneamente ou que algumas pessoas nascem criativas e outras não, nos oferecem conceitos limitantes sobre como colocar a mão na massa para melhorar a capacidade criadora.

O que é preciso fazer para ser mais criativo?

 Primeiro, precisamos identificar nosso potencial criativo.  É necessário entender o que nos deixa mais criativos, o que nos limita, o que nos impulsiona para a capacidade criativa e o que nos impede de continuar em um caminho mais produtivo.

Observe os grandes líderes empresariais, ou até mesmo os líderes das empresas que você trabalha. Veja bem, estou falando de líderes e não de cargos de chefia.

Líderes nos inspiram com a sua criatividade e com sua habilidade de lidar com os problemas diários, principalmente, em momentos como este de crise social, econômica e política. As pessoas que vocês mais admiram foram bem criativas na hora de enfrentar os desafios.

Se você já se inspirou com esses líderes, então agora você precisa entender e avaliar como está seu potencial criativo. E estes são os 5 sinais que você precisa de criatividade:

1. A sua profissão ou suas atividades já não te desafiam como antes

Antes, você era mais entusiasmado com seus desafios diários e, agora, não está tão animado assim? Acredito que alguma coisa mudou em sua vida e você não percebeu.

Aceitar a mudança é o primeiro passo para a criatividade.  Os tempos mudaram e não conseguimos mais fazer a mesma tarefa, da mesma forma. Quebrar a resistência à mudança nos ajuda a sermos mais flexíveis e preparados para o futuro

2. Você está fazendo suas tarefas no piloto automático, ou seja, não para pensar no que está fazendo e nem o porquê está fazendo

Esse processo está ligado a sua jornada de autoconhecimento, é preciso entender o porquê das suas escolhas.

Todas as profissões exigem mais dedicação e engajamento nos dias atuais. Esqueça o piloto automático! Ele não vai te levar a lugar algum, ou pior, ele vai te deixar estático.

3. Você conversa e convive apenas com o mesmo grupo de pessoas há muito tempo e não procura novas amizades e novos contatos profissionais

Procure fazer novos contatos, conhecer outros profissionais, trocar ideias, se inspirar. Conhecer gente fora do seu círculo de convívio te ajuda a visualizar as questões cotidianas de forma mais abrangente.

Estamos na rede social, o Linkedin, para isso, conhecer e manter contato com novas pessoas, nos aproximar de quem não poderíamos em outras épocas. Quem se habilita?

4. Você não faz pausas e descansos durante o dia para processar as informações que coletou

Com certeza você já escutou a expressão “dar um tempo”. Acredite, ela é um excelente conselho. Parar para refletir e pensar nos ajuda na construção do processo criativo.

Vivemos numa era de muitos brainstorming, mas de pouco tempo para avaliar tudo que coletamos, e esse tempo é valioso. Aproveite!

5. Você diz que tem pouco tempo para observar o que está acontecendo a sua volta, tanto na empresa como no mercado

Se você não entender o que está acontecendo a sua volta, não terá meios para agir de forma criativa. A maior habilidade do processo criativo é observar.

Esqueça os conselhos antigos, que já não fazem mais sentido, procure observar de forma mais abrangente a sua carreira e o que o mercado está exigindo. Não é fácil, eu sei, mas esteja de braços abertos ao novo.

Já identificou os sinais para ser um profissional mais criativo? E o que você está esperando para colocar a mão na massa e fazer acontecer?

No Pílulas do Conhecimento, você pode encontrar mais dicas sobre como ser mais criativo.

Vou encerrar com uma citação que me inspira muito:

Criatividade é mais a arte de lidar com as impossibilidades do que a capacidade de solucioná-las.

Kotler e Triás de Bes

Gostou deste conteúdo? Aproveite para aprender mais com a vídeo-aula Comunicação e Criatividade.

Está disponível gratuitamente para você no Youtube.

Até a próxima 😊

 

Fonte desse artigo: A bíblia da Inovação,  Fernando Trías de Bes e Philip kotler

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que fazer quando te pedirem feedback: veja o que fez esta gerente

Você já precisou dar feedback para um colega de trabalho? Ou até mesmo para uma equipe inteira? E qual foi seu sentimento: angústia, nervosismo, medo?

Realmente não é fácil dar ou receber feedbacks, mas este é um passo necessário para ser um profissional mais engajado e desenvolver competências que você ainda não tem. Se tornar um profissional mais capacitado e interessante para uma empresa, significa que você passará por muitas reuniões de feedback.

Conheça a história da Sílvia para compreender como passar por este processo e obter um resultado produtivo. Sílvia é gerente administrativa de uma empresa de médio porte que precisou fornecer feedback para sua equipe de 10 pessoas.

Onde tudo começou

Sílvia tem 32 anos e trabalha há 5 anos em uma empresa que presta serviços logísticos e tem cerca de 500 funcionários. Ela sempre gostou do ambiente de trabalho e da equipe com quem trabalhou. Sua formação em administração fez ela passar por outras áreas antes de chegar no setor administrativo.

Silvia começou no RH, como assistente, gostava muito da área, mas seu foco era gestão de processos, então procurou cursos para se aprimorar e chegar no setor que desejava, o setor administrativo.

Começou no setor há 3 anos, como analista júnior e neste ano foi promovida a gerente administrativa, pois seu antigo chefe foi promovido e mudou para uma cidade onde a empresa tem uma filial.

Me tornei gerente e agora?

Seu grande sonho de se tornar gerente se realizou, mas esse sonho veio com muitos desafios. Não é fácil para nenhum profissional se tornar líder. A responsabilidade e exigências são maiores e mais complexas.

Não para Sílvia, ela sempre desejou ser líder e conseguiu alcançar esse objetivo. Ela apenas não contava que seu maior desafio seria a gestão de pessoas, a gestão de seus colegas, que ela tanto admirava e gostava.

O antigo chefe da equipe administrativa era muito admirado por todos e pela sua capacidade de interagir com a equipe. Ele tinha um vasto conhecimento e como era líder há muitos anos desenvolveu muito a habilidade de empatia.

Isso deixava a equipe mais unida e engajada, um diferencial e tanto nos dias de hoje, mas a saída dele fez com que alguns colegas tivesse uma resistência em aceitar Sílvia como a nova líder.

As barreiras encontradas

Alguns colegas de Sílvia não acreditavam na sua capacidade de fazer uma gestão como a do antigo chefe. Uns diziam que Sílvia era jovem demais, outros que não tinha estudado o suficiente, enfim, sabemos que mudanças geram deduções e achismos.

Em 6 meses, Sílvia provou que não estava aquém do antigo chefe e foi reconhecida por diretores pelas suas competências técnicas, mesmo assim, alguns integrantes da equipe ainda estavam desconfiados e resistentes.

O maior desafio de Sílvia estava por vir: a empresa tem um processo de feedbacks já estruturado para gerentes e suas equipes. A cada 6 meses, é necessário seguir com o cronograma de feedbacks gerais e individuais.

O desafio: fornecer e receber feedback

Sílvia se tornou gerente uma semana depois do último processo de feedback da empresa e agora, depois de 6 meses era o momento o qual ela iria dar feedback para a sua equipe e receber deles também.

Era o momento de avaliação das lideranças e das equipes, dos seus pontos fortes, do que precisava ser melhorado e de como construir os objetivos futuros.

O desafio de Silvia não era dar o feedback, pois ela havia feito cursos, lido e estudado sobre o assunto, o desafio era receber o feedback de uma equipe resistente e sem maturidade para dialogar.

O cargo de gerente tem como parte de suas atividades realizar este processo de feedback, ela sabe que é seu dever, mas ao mesmo tempo sabe que será um processo difícil e doloroso, no qual pode sair muito magoada e desanimada.
Então, como Sílvia pode resolver este impasse?

Sílvia decidiu aplicar primeiramente um feedback individual com cada um dos 10 colaboradores, aplicou as técnicas aprendidas em Comunicação Não-Violenta e focou na descrição dos comportamentos dos colegas, mas não esqueceu de abordar e descrever os sentimentos que estavam envolvidos em cada comportamento.

Essa é uma grande falha do mundo corporativo, deixar os sentimentos de lado, nunca podemos esquecer que somos humanos com sentimentos de alegrias, tristezas e angústias e muitos outros.

Colhendo os resultados positivos

Depois do feedback individual, Sílvia convocou uma reunião com todos para mostrar uma síntese de como foram as reuniões individuais e quanto estava contente com os resultados tanto nos quesitos técnicos quanto nos comportamentais.

Foi um alívio para todos poder abordar pontos que até o momento eram apenas especulações, sem algum embasamento. Alguns colegas mostraram o quanto temiam a entrada de Sílvia como gerente, tinham medo de ser demitidos, outros de que a área mudasse completamente e por aí vai.

Foi dessa forma que ela entendeu os comportamentos negativos e pode mudar a forma de lidar com eles. A conversa esclarecedora foi o momento de fortalecimento da relação entre a gerente e sua equipe de 10 funcionários.

Sílvia diz: “Se eu soubesse antes que o processo de feedback iria ajudar tanto a gente, teria feito antes” (risos)

Feedback é um processo de troca, precisamos de feedback para evoluir e para desenvolver nossas habilidades de escutar o outro.

Essa história “fictícia” na verdade é um compilado de muitas situações e relatos que conhecemos e presenciamos pela FCMMendes.

Se você se identificou com a Sílvia, essa história é para você.

3 Dicas para melhorar sua relação com o trabalho

Muitos de nós fomos criados com uma visão, digamos, um pouco destrutiva, sobre a função do trabalho em nossas vidas. Nossos pais, avós, tios e tias diziam que o trabalho era um sacrifício a ser realizado ou que o trabalho nos tornava mais dignos de recebermos as coisas boas da vida.

Se lembrarmos um pouco de história e filosofia, podemos relembrar o que Hegel dizia: “O trabalho é a mediação entre o ser humano e o mundo”. Portanto, se seguirmos essa linha de pensamento, só seremos alguém se tivermos um trabalho e, esta é a melhor parte, se estivermos felizes no trabalho.

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Uauuu!! Uma pressão e tanta nos dias atuais: trabalhar (ter um emprego) e ser feliz no trabalho (ser feliz com este emprego). Alguém já se sentiu pressionado a ser feliz no trabalho??

O cenário não parece bom, mas temos boa notícia. Existe algumas maneiras de você melhorar sua relação com o trabalho e esquecer o conceito de felicidade plena e inalcançável.

3 Dicas para você hoje

1º Entenda a mudança

Procure compreender que novos conceitos e atitudes estão surgindo diariamente em nossas vidas e nas empresas onde trabalhamos.

Perceber que está em uma mudança pode ser assustador no início, mas sem transformações não alcançamos a evolução. Aproveite o momento para enxergar nos desafios as oportunidades de crescimento. E como diz Gustavo Gitti “Aquilo que nos tensiona é justamente aquilo que pode nos abrir”.

2º Use seu poder de comunicação

Verifique como a sua comunicação interpessoal está afetando o seu ambiente de trabalho. Como as pessoas reagem quando você fala? As pessoas são agressivas ou tem medo da forma como você está falando? Quais são as principais barreiras ao se comunicar com sua equipe? E com seus clientes?

3º Use sua criatividade

Todo mundo fala sobre a criatividade, mas quanto de nós realmente estamos colocando ela em prática? Segundo pesquisa PWC, 64% dos CEOs de grandes empresas acreditam que a inovação e criatividade é mais importante que a eficácia operacional.

Se você utilizar bem sua comunicação, vai criar espaços de diálogos mais flexíveis onde os erros não sejam vistos apenas como fracasso, mas como oportunidade de crescimento.

E você o que está esperando para colocar essas dicas em prática e melhorar a relação com seu trabalho?

Quer melhorar sua comunicação com clientes e parceiros?

Venha para o  Workshop Estratégias de Comunicação Interpessoal.

 

 

 

 

Entrevista para o Portal Meta Mulheres Empreendedoras

No mês de novembro, mês do empreendedorismo feminino, aproveitei para falar um pouco da minha história e do que representa a FCMMendes para mim.

Estamos no Canal Inspire-se Nessas Mullheres do Portal Meta Mulheres Empreendedoras, um canal recheado de conteúdo, dicas para empreendedoras e empreendedores.

Aproveite o conteúdo desta entrevista.

Acesse: Entrevista exclusiva com Flávia Mendes

meta mulheres

 

Melhore sua Comunicação Interpessoal

No último workshop tivemos a oportunidade de ajudar os profissionais da loja de roupas masculinas Vila Roana, da Editora Ciranda Cultural entre outras empresas a melhorar sua comunicação com clientes e funcionários.

No dia 30 de janeiro de 2019, teremos mais uma oportunidade com o Workshop Estratégias de Comunicação Interpessoal

Veja como foi o workshop:

73% dos participantes avalariam como ótimo a aplicabilidade do tema na profissão e 27% como muito bom

Segundo eles o nível de interação e networking foi muito bom.

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Inscreva-se para a próxima turma em janeiro.