O que fazer quando te pedirem feedback: veja o que fez esta gerente

Você já precisou dar feedback para um colega de trabalho? Ou até mesmo para uma equipe inteira? E qual foi seu sentimento: angústia, nervosismo, medo?

Realmente não é fácil dar ou receber feedbacks, mas este é um passo necessário para ser um profissional mais engajado e desenvolver competências que você ainda não tem. Se tornar um profissional mais capacitado e interessante para uma empresa, significa que você passará por muitas reuniões de feedback.

Conheça a história da Sílvia para compreender como passar por este processo e obter um resultado produtivo. Sílvia é gerente administrativa de uma empresa de médio porte que precisou fornecer feedback para sua equipe de 10 pessoas.

Onde tudo começou

Sílvia tem 32 anos e trabalha há 5 anos em uma empresa que presta serviços logísticos e tem cerca de 500 funcionários. Ela sempre gostou do ambiente de trabalho e da equipe com quem trabalhou. Sua formação em administração fez ela passar por outras áreas antes de chegar no setor administrativo.

Silvia começou no RH, como assistente, gostava muito da área, mas seu foco era gestão de processos, então procurou cursos para se aprimorar e chegar no setor que desejava, o setor administrativo.

Começou no setor há 3 anos, como analista júnior e neste ano foi promovida a gerente administrativa, pois seu antigo chefe foi promovido e mudou para uma cidade onde a empresa tem uma filial.

Me tornei gerente e agora?

Seu grande sonho de se tornar gerente se realizou, mas esse sonho veio com muitos desafios. Não é fácil para nenhum profissional se tornar líder. A responsabilidade e exigências são maiores e mais complexas.

Não para Sílvia, ela sempre desejou ser líder e conseguiu alcançar esse objetivo. Ela apenas não contava que seu maior desafio seria a gestão de pessoas, a gestão de seus colegas, que ela tanto admirava e gostava.

O antigo chefe da equipe administrativa era muito admirado por todos e pela sua capacidade de interagir com a equipe. Ele tinha um vasto conhecimento e como era líder há muitos anos desenvolveu muito a habilidade de empatia.

Isso deixava a equipe mais unida e engajada, um diferencial e tanto nos dias de hoje, mas a saída dele fez com que alguns colegas tivesse uma resistência em aceitar Sílvia como a nova líder.

As barreiras encontradas

Alguns colegas de Sílvia não acreditavam na sua capacidade de fazer uma gestão como a do antigo chefe. Uns diziam que Sílvia era jovem demais, outros que não tinha estudado o suficiente, enfim, sabemos que mudanças geram deduções e achismos.

Em 6 meses, Sílvia provou que não estava aquém do antigo chefe e foi reconhecida por diretores pelas suas competências técnicas, mesmo assim, alguns integrantes da equipe ainda estavam desconfiados e resistentes.

O maior desafio de Sílvia estava por vir: a empresa tem um processo de feedbacks já estruturado para gerentes e suas equipes. A cada 6 meses, é necessário seguir com o cronograma de feedbacks gerais e individuais.

O desafio: fornecer e receber feedback

Sílvia se tornou gerente uma semana depois do último processo de feedback da empresa e agora, depois de 6 meses era o momento o qual ela iria dar feedback para a sua equipe e receber deles também.

Era o momento de avaliação das lideranças e das equipes, dos seus pontos fortes, do que precisava ser melhorado e de como construir os objetivos futuros.

O desafio de Silvia não era dar o feedback, pois ela havia feito cursos, lido e estudado sobre o assunto, o desafio era receber o feedback de uma equipe resistente e sem maturidade para dialogar.

O cargo de gerente tem como parte de suas atividades realizar este processo de feedback, ela sabe que é seu dever, mas ao mesmo tempo sabe que será um processo difícil e doloroso, no qual pode sair muito magoada e desanimada.
Então, como Sílvia pode resolver este impasse?

Sílvia decidiu aplicar primeiramente um feedback individual com cada um dos 10 colaboradores, aplicou as técnicas aprendidas em Comunicação Não-Violenta e focou na descrição dos comportamentos dos colegas, mas não esqueceu de abordar e descrever os sentimentos que estavam envolvidos em cada comportamento.

Essa é uma grande falha do mundo corporativo, deixar os sentimentos de lado, nunca podemos esquecer que somos humanos com sentimentos de alegrias, tristezas e angústias e muitos outros.

Colhendo os resultados positivos

Depois do feedback individual, Sílvia convocou uma reunião com todos para mostrar uma síntese de como foram as reuniões individuais e quanto estava contente com os resultados tanto nos quesitos técnicos quanto nos comportamentais.

Foi um alívio para todos poder abordar pontos que até o momento eram apenas especulações, sem algum embasamento. Alguns colegas mostraram o quanto temiam a entrada de Sílvia como gerente, tinham medo de ser demitidos, outros de que a área mudasse completamente e por aí vai.

Foi dessa forma que ela entendeu os comportamentos negativos e pode mudar a forma de lidar com eles. A conversa esclarecedora foi o momento de fortalecimento da relação entre a gerente e sua equipe de 10 funcionários.

Sílvia diz: “Se eu soubesse antes que o processo de feedback iria ajudar tanto a gente, teria feito antes” (risos)

Feedback é um processo de troca, precisamos de feedback para evoluir e para desenvolver nossas habilidades de escutar o outro.

Essa história “fictícia” na verdade é um compilado de muitas situações e relatos que conhecemos e presenciamos pela FCMMendes.

Se você se identificou com a Sílvia, essa história é para você.

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A Comunicação para Não Comunicadores

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Existem muitos cursos pelo Brasil para ensinar contabilidade, matemática financeira, finanças de um modo geral para pessoas que não são da área e precisam deste conhecimento para desenvolver as atividades na sua empresa, são os cursos chamados, por exemplo, de Finanças para Não Financeiros.

Isso ocorre porque essas disciplinas não são muito disseminadas nas universidades brasileiras, principalmente, em cursos nas áreas de humanas e também por serem consideradas as matérias mais difíceis no ensino fundamental e médio, com maior índice de reprovação, pois exigem uma dedicação maior do aluno o que torna o aprendizado mais complicado.

Já as disciplinas das ciências sociais, onde se encontra a comunicação social, são consideradas de fácil aprendizagem, pois não exigem cálculos, análises de balanços financeiros etc. Entretanto, o conceito de ser uma disciplina simples é um mito.

A comunicação social, assim como as disciplinas que a compõem, é bem complexa e interdisciplinar e deve ser ensinada em vários cursos desde química, passando pela engenharia até medicina. Porque é necessário que organizações entendam que não se constrói uma empresa sem interagir com seus públicos, ou seja, é necessário se comunicar. Esta comunicação organizacional necessita estar alinhada com a cultura da empresa para se tornar uma maneira de engajar todos os stakeholders (desde clientes, colaboradores, até fornecedores e a comunidade local).

A comunicação organizacional não deve ser ensinada para não comunicadores como sendo apenas uma ferramenta que serve para influenciar os diferentes públicos, mas sim como uma estratégia alinhada ao planejamento e ao posicionamento de determinada empresa.

Por esta razão conceitos errados sobre o papel da comunicação nas organizações precisam ser revisados e transformados.

A comunicação não precisa ser apenas uma plataforma na mão de alguns profissionais da comunicação e de profissionais que não são da área, pois infelizmente muitas empresas ainda acreditam que a comunicação é um meio para disfarçar os erros, ocultar os defeitos ao passar informações desconexas e que não agregam valor algum para nenhuma parte interessada.

A comunicação tem a necessidade de ser parte integrante da identidade da organização, de suas metas e objetivos para representar, da melhor forma, sua imagem e consolidar sua reputação.

Encontra-se aí uma importante função da comunicação a ser ensinado para os não comunicadores.