O método do Google para organizar seus projetos e porquê ele funciona

Você já parou para pensar que tudo na sua vida são projetos?

gestão de projetos

Sim, no começo do ano, nós brasileiros, somos especialistas em fazer promessas para os projetos do próximo ano.

Os projetos podem ser para a vida pessoal: casar, ter filhos, comprar uma casa, viajar ou para a vida profissional: conseguir um emprego, trocar de emprego, abrir o próprio negócio, começar o mestrado e por aí vai.

Infelizmente, muitas dessas promessas se perdem ao longo do caminho porque esquecemos o que prometemos, ou mudamos de objetivo durante o processo.

Então, por que ainda continuamos a fazer essas promessas?

Porque a forma como nosso cérebro pensa é em “caixinhas”, onde colocamos as informações e os esforços necessários.

Essas caixinhas são os projetos que escolhemos nos dedicar ao longo do ano, ao até mesmo da vida toda.

Ao separar cada caixinha conseguimos visualizar melhor sobre os objetivos e resultados que queremos alcançar.

Segundo o Project Management Institute, a definição de projetos é:

“Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo”

O que é OKR

Em 2017, fiz uma imersão muito grande no mundo digital e das startups e por isso conheci o método OKR.

O método OKR (Objective and Key Result) serve para definir objetivos e resultados-chave de uma empresa ou startup.

É um método útil e simples, se tornou popular quando foi sugerido para o Google, quando esta empresa tinha menos de um ano de vida.

Fiquei receosa ao ver uma abordagem tão simples dentro de uma empresa com o porte do Google. Mas resolvi testar, não iria me custar nada mesmo, apenas o esforço de aprender algo novo.

Como funciona?

Para usar o OKR na empresa como um todo, é preciso que todos os funcionários estejam engajados em participar e preencham as informações, em uma tabela de Excel, simples.

Essas informações são 5 objetivos principais e 4 resultados chaves para atingir cada objetivo.

Portanto, se seu objetivo é aumentar o número de clientes, é importante descrever 4 resultados (ou ações) que mostraram que você está chegando próximo de este objetivo.

Além da parte, qualitativa e descrita, é importante mensurar o quanto você já conseguiu desses resultados.

Vamos entender melhor

 Imagine que você tem uma empresa, um comércio, uma loja de produtos eletrônicos e queira aumentar as visitas no site, porque dentro de alguns meses irá abrir um e-commerce desses produtos.

Seu objetivo (dentre os outros 4 objetivos) é aumentar a visibilidade e interação dos clientes com o site.

Seus resultados chaves podem ser:

a) Alcançar 200 visitantes por dia
b) Alcançar 50 visualizações do blog por dia
c) Postar 1 artigo sobre eletrônicos por semana
d) Postar 1 vídeo a cada 15 dias no Youtube

Para cada um dos resultados é importante registrar o progresso, o quanto do seu esforço está sendo direcionado para cada objetivo.

Por exemplo, se você já alcançou 100 visualizações no seu site por dia, você atingiu 50% desse resultado chave.

O OKR é como uma bússola que te direciona no andamento das ações.

E também te ajuda a entender o quanto os projetos estão sendo importantes para sua vida e para a empresa.

Por que o OKR funciona?

Esta ferramenta simples e prática tem muitas vantagens:

1.      Não é imutável, seu prazo tem duração de 3 meses.
2.      Você pode utilizar para qualquer área da sua vida pessoal e profissional.
3.      Cada colaborador pode participar e assim se sentir mais engajado com os projetos
4.      É acessível a todos

 

Quer aprender mais? Acesse: https://endeavor.org.br/gestao-metas-metodologia-okr/

Nós também ajudamos as pessoas a implementar o OKR para melhorar sua comunicação interpessoal, com o Workshop Estratégias de Comunicação Interpessoal.

Inscreva-se para a turma de 3 de março.

Até a próxima 😊

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Como está sua criatividade? 5 Sinais que você está precisando ser mais criativo

96% dos executivos consideram a criatividade essencial para a empresas, mas apenas 23% conseguem aplicá-la com êxito.

pessoas criativas

A criatividade é uma habilidade muito desejada pelos recrutadores e pelas empresas, entretanto, segundo um estudo da AfferoLab, a criatividade é uma das competências mais raras entre os profissionais brasileiros.

Essa competência é pouco encontrada porque a maioria dos profissionais ainda acredita em paradigmas sobre ser criativo e como usar a criatividade.

Acreditar que para ser criativo basta ter uma ideia espontaneamente ou que algumas pessoas nascem criativas e outras não, nos oferecem conceitos limitantes sobre como colocar a mão na massa para melhorar a capacidade criadora.

O que é preciso fazer para ser mais criativo?

 Primeiro, precisamos identificar nosso potencial criativo.  É necessário entender o que nos deixa mais criativos, o que nos limita, o que nos impulsiona para a capacidade criativa e o que nos impede de continuar em um caminho mais produtivo.

Observe os grandes líderes empresariais, ou até mesmo os líderes das empresas que você trabalha. Veja bem, estou falando de líderes e não de cargos de chefia.

Líderes nos inspiram com a sua criatividade e com sua habilidade de lidar com os problemas diários, principalmente, em momentos como este de crise social, econômica e política. As pessoas que vocês mais admiram foram bem criativas na hora de enfrentar os desafios.

Se você já se inspirou com esses líderes, então agora você precisa entender e avaliar como está seu potencial criativo. E estes são os 5 sinais que você precisa de criatividade:

1. A sua profissão ou suas atividades já não te desafiam como antes

Antes, você era mais entusiasmado com seus desafios diários e, agora, não está tão animado assim? Acredito que alguma coisa mudou em sua vida e você não percebeu.

Aceitar a mudança é o primeiro passo para a criatividade.  Os tempos mudaram e não conseguimos mais fazer a mesma tarefa, da mesma forma. Quebrar a resistência à mudança nos ajuda a sermos mais flexíveis e preparados para o futuro

2. Você está fazendo suas tarefas no piloto automático, ou seja, não para pensar no que está fazendo e nem o porquê está fazendo

Esse processo está ligado a sua jornada de autoconhecimento, é preciso entender o porquê das suas escolhas.

Todas as profissões exigem mais dedicação e engajamento nos dias atuais. Esqueça o piloto automático! Ele não vai te levar a lugar algum, ou pior, ele vai te deixar estático.

3. Você conversa e convive apenas com o mesmo grupo de pessoas há muito tempo e não procura novas amizades e novos contatos profissionais

Procure fazer novos contatos, conhecer outros profissionais, trocar ideias, se inspirar. Conhecer gente fora do seu círculo de convívio te ajuda a visualizar as questões cotidianas de forma mais abrangente.

Estamos na rede social, o Linkedin, para isso, conhecer e manter contato com novas pessoas, nos aproximar de quem não poderíamos em outras épocas. Quem se habilita?

4. Você não faz pausas e descansos durante o dia para processar as informações que coletou

Com certeza você já escutou a expressão “dar um tempo”. Acredite, ela é um excelente conselho. Parar para refletir e pensar nos ajuda na construção do processo criativo.

Vivemos numa era de muitos brainstorming, mas de pouco tempo para avaliar tudo que coletamos, e esse tempo é valioso. Aproveite!

5. Você diz que tem pouco tempo para observar o que está acontecendo a sua volta, tanto na empresa como no mercado

Se você não entender o que está acontecendo a sua volta, não terá meios para agir de forma criativa. A maior habilidade do processo criativo é observar.

Esqueça os conselhos antigos, que já não fazem mais sentido, procure observar de forma mais abrangente a sua carreira e o que o mercado está exigindo. Não é fácil, eu sei, mas esteja de braços abertos ao novo.

Já identificou os sinais para ser um profissional mais criativo? E o que você está esperando para colocar a mão na massa e fazer acontecer?

No Pílulas do Conhecimento, você pode encontrar mais dicas sobre como ser mais criativo.

Vou encerrar com uma citação que me inspira muito:

Criatividade é mais a arte de lidar com as impossibilidades do que a capacidade de solucioná-las.

Kotler e Triás de Bes

Gostou deste conteúdo? Aproveite para aprender mais com a vídeo-aula Comunicação e Criatividade.

Está disponível gratuitamente para você no Youtube.

Até a próxima 😊

 

Fonte desse artigo: A bíblia da Inovação,  Fernando Trías de Bes e Philip kotler

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que fazer quando te pedirem feedback: veja o que fez esta gerente

Você já precisou dar feedback para um colega de trabalho? Ou até mesmo para uma equipe inteira? E qual foi seu sentimento: angústia, nervosismo, medo?

Realmente não é fácil dar ou receber feedbacks, mas este é um passo necessário para ser um profissional mais engajado e desenvolver competências que você ainda não tem. Se tornar um profissional mais capacitado e interessante para uma empresa, significa que você passará por muitas reuniões de feedback.

Conheça a história da Sílvia para compreender como passar por este processo e obter um resultado produtivo. Sílvia é gerente administrativa de uma empresa de médio porte que precisou fornecer feedback para sua equipe de 10 pessoas.

Onde tudo começou

Sílvia tem 32 anos e trabalha há 5 anos em uma empresa que presta serviços logísticos e tem cerca de 500 funcionários. Ela sempre gostou do ambiente de trabalho e da equipe com quem trabalhou. Sua formação em administração fez ela passar por outras áreas antes de chegar no setor administrativo.

Silvia começou no RH, como assistente, gostava muito da área, mas seu foco era gestão de processos, então procurou cursos para se aprimorar e chegar no setor que desejava, o setor administrativo.

Começou no setor há 3 anos, como analista júnior e neste ano foi promovida a gerente administrativa, pois seu antigo chefe foi promovido e mudou para uma cidade onde a empresa tem uma filial.

Me tornei gerente e agora?

Seu grande sonho de se tornar gerente se realizou, mas esse sonho veio com muitos desafios. Não é fácil para nenhum profissional se tornar líder. A responsabilidade e exigências são maiores e mais complexas.

Não para Sílvia, ela sempre desejou ser líder e conseguiu alcançar esse objetivo. Ela apenas não contava que seu maior desafio seria a gestão de pessoas, a gestão de seus colegas, que ela tanto admirava e gostava.

O antigo chefe da equipe administrativa era muito admirado por todos e pela sua capacidade de interagir com a equipe. Ele tinha um vasto conhecimento e como era líder há muitos anos desenvolveu muito a habilidade de empatia.

Isso deixava a equipe mais unida e engajada, um diferencial e tanto nos dias de hoje, mas a saída dele fez com que alguns colegas tivesse uma resistência em aceitar Sílvia como a nova líder.

As barreiras encontradas

Alguns colegas de Sílvia não acreditavam na sua capacidade de fazer uma gestão como a do antigo chefe. Uns diziam que Sílvia era jovem demais, outros que não tinha estudado o suficiente, enfim, sabemos que mudanças geram deduções e achismos.

Em 6 meses, Sílvia provou que não estava aquém do antigo chefe e foi reconhecida por diretores pelas suas competências técnicas, mesmo assim, alguns integrantes da equipe ainda estavam desconfiados e resistentes.

O maior desafio de Sílvia estava por vir: a empresa tem um processo de feedbacks já estruturado para gerentes e suas equipes. A cada 6 meses, é necessário seguir com o cronograma de feedbacks gerais e individuais.

O desafio: fornecer e receber feedback

Sílvia se tornou gerente uma semana depois do último processo de feedback da empresa e agora, depois de 6 meses era o momento o qual ela iria dar feedback para a sua equipe e receber deles também.

Era o momento de avaliação das lideranças e das equipes, dos seus pontos fortes, do que precisava ser melhorado e de como construir os objetivos futuros.

O desafio de Silvia não era dar o feedback, pois ela havia feito cursos, lido e estudado sobre o assunto, o desafio era receber o feedback de uma equipe resistente e sem maturidade para dialogar.

O cargo de gerente tem como parte de suas atividades realizar este processo de feedback, ela sabe que é seu dever, mas ao mesmo tempo sabe que será um processo difícil e doloroso, no qual pode sair muito magoada e desanimada.
Então, como Sílvia pode resolver este impasse?

Sílvia decidiu aplicar primeiramente um feedback individual com cada um dos 10 colaboradores, aplicou as técnicas aprendidas em Comunicação Não-Violenta e focou na descrição dos comportamentos dos colegas, mas não esqueceu de abordar e descrever os sentimentos que estavam envolvidos em cada comportamento.

Essa é uma grande falha do mundo corporativo, deixar os sentimentos de lado, nunca podemos esquecer que somos humanos com sentimentos de alegrias, tristezas e angústias e muitos outros.

Colhendo os resultados positivos

Depois do feedback individual, Sílvia convocou uma reunião com todos para mostrar uma síntese de como foram as reuniões individuais e quanto estava contente com os resultados tanto nos quesitos técnicos quanto nos comportamentais.

Foi um alívio para todos poder abordar pontos que até o momento eram apenas especulações, sem algum embasamento. Alguns colegas mostraram o quanto temiam a entrada de Sílvia como gerente, tinham medo de ser demitidos, outros de que a área mudasse completamente e por aí vai.

Foi dessa forma que ela entendeu os comportamentos negativos e pode mudar a forma de lidar com eles. A conversa esclarecedora foi o momento de fortalecimento da relação entre a gerente e sua equipe de 10 funcionários.

Sílvia diz: “Se eu soubesse antes que o processo de feedback iria ajudar tanto a gente, teria feito antes” (risos)

Feedback é um processo de troca, precisamos de feedback para evoluir e para desenvolver nossas habilidades de escutar o outro.

Essa história “fictícia” na verdade é um compilado de muitas situações e relatos que conhecemos e presenciamos pela FCMMendes.

Se você se identificou com a Sílvia, essa história é para você.

A Comunicação para Não Comunicadores

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Existem muitos cursos pelo Brasil para ensinar contabilidade, matemática financeira, finanças de um modo geral para pessoas que não são da área e precisam deste conhecimento para desenvolver as atividades na sua empresa, são os cursos chamados, por exemplo, de Finanças para Não Financeiros.

Isso ocorre porque essas disciplinas não são muito disseminadas nas universidades brasileiras, principalmente, em cursos nas áreas de humanas e também por serem consideradas as matérias mais difíceis no ensino fundamental e médio, com maior índice de reprovação, pois exigem uma dedicação maior do aluno o que torna o aprendizado mais complicado.

Já as disciplinas das ciências sociais, onde se encontra a comunicação social, são consideradas de fácil aprendizagem, pois não exigem cálculos, análises de balanços financeiros etc. Entretanto, o conceito de ser uma disciplina simples é um mito.

A comunicação social, assim como as disciplinas que a compõem, é bem complexa e interdisciplinar e deve ser ensinada em vários cursos desde química, passando pela engenharia até medicina. Porque é necessário que organizações entendam que não se constrói uma empresa sem interagir com seus públicos, ou seja, é necessário se comunicar. Esta comunicação organizacional necessita estar alinhada com a cultura da empresa para se tornar uma maneira de engajar todos os stakeholders (desde clientes, colaboradores, até fornecedores e a comunidade local).

A comunicação organizacional não deve ser ensinada para não comunicadores como sendo apenas uma ferramenta que serve para influenciar os diferentes públicos, mas sim como uma estratégia alinhada ao planejamento e ao posicionamento de determinada empresa.

Por esta razão conceitos errados sobre o papel da comunicação nas organizações precisam ser revisados e transformados.

A comunicação não precisa ser apenas uma plataforma na mão de alguns profissionais da comunicação e de profissionais que não são da área, pois infelizmente muitas empresas ainda acreditam que a comunicação é um meio para disfarçar os erros, ocultar os defeitos ao passar informações desconexas e que não agregam valor algum para nenhuma parte interessada.

A comunicação tem a necessidade de ser parte integrante da identidade da organização, de suas metas e objetivos para representar, da melhor forma, sua imagem e consolidar sua reputação.

Encontra-se aí uma importante função da comunicação a ser ensinado para os não comunicadores.